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Tempo

Muitas coisas mudaram ao longo das últimas décadas, interferindo na vida de todos nós, de nossas famílias e comunidades. Uma das mudanças mais significativas tem relação com o avanço crescente das tecnologias, com ênfase na telefonia móvel e acesso a internet. Estamos conectados ao mundo 24 horas. 

Uma campanha publicitária com o seguinte título “Tenemos que vernos más”?, em portugues “Nós temos que nos ver mais” faz uma excelente reflexão sobre tempo e tecnologias. A campanha de Natal (2018) da marca de licor Ruavieja (Espanha) foi um experimento social, no qual a marca calculou para as pessoas participantes quanto tempo elas passarão com seus familiares e amigos. Os resultados são surpreendentes e emocionantes. Segundo o experimento, ao longo dos próximos 40 anos, gastaremos 6 anos em frente à TV e 8 anos conectados a internet, em média 14 anos na companhia de máquinas (Vídeo em anexo). 

Nossas rotinas foram transformadas em meio a era digital. Em casa ou no trabalho, estamos sempre conectados e a enxurrada de informações que recebemos todos os dias é avassaladora. Aproximamos-nos virtualmente e nos afastamos pessoalmente.

E assim, diariamente vamos dando desculpas por não estar presente, por não se fazer presente. Na pressa de conquistar e realizar muitos feitos, aproveitar tudo, seja no âmbito pessoal ou profissional. Abrimos mão das coisas simples da vida, como reunir-se com mais frequência com familiares e amigos.

Cultivamos a crença de que podemos controlar o tempo, vamos adiando encontros e reencontros com as pessoas importantes de nossas vidas na esperança que um dia iremos encontrar “um tempinho de folga” para poder estar mais presente. 

Não podemos controlar o tempo, mas podemos escolher de que forma iremos usufruir dele e na companhia de quem. O tempo não se perde, quem perde somos nós. O tempo passa e nos convida a passar com ele. 

ELINE ESTER GROSSI

Psicóloga Especialista em Saúde Mental

CRP 07/24917

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